"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

14 agosto 2017


Somos condutores de energia.
Se desejamos o bem, o bem vem.
Se espalhamos amor, o amor fica.
Se sorrimos, sorrisos recebemos.
Pode demorar.
Pode não ser para sempre.
Mas se tem uma coisa que a vida faz é ser grata, desde que sejamos com ela.
Se tem uma coisa que o Universo faz é ser justo, desde que sejamos com o próximo.
As coisas acontecem.
A bondade existe.
O amor vence.
E toda positividade precisa circular.
Espalhe.


( autor desconhecido)



*  *  *


Dica de vídeo: Como a Medicina da Doença funciona


Brilhante texto do médico Dr. Carlos Bayma, 
apresentado no vídeo por Silvio Matos.
Triste e totalmente verdadeiro.
Vale a pena conferir.



*  *  *

13 agosto 2017

O Convite



Não me importa o que fazes para sobreviver.

Quero saber qual a tua dor e se tens coragem de encontrar o que o teu coração anseia.

Não me importa saber a tua idade.

Quero saber se arriscarias parecer um louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me importa saber que planetas estão quadrando a tua lua.

Quero saber se tocaste o âmago da tua tristeza, se aprendeste com as traições da vida, ou se te omitiste por medo de sofrer.

Quero saber se consegues sentar-te com dores, minhas ou tuas, sem te mexeres para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.

Quero saber se podes conviver com a alegria, minha ou tua, se és capaz de dançar com selvageria e deixar o êxtase preencher-te até o limite, sem lembrares as tuas limitações de ser humano.

Não me importa se a história que me contas é verdadeira.

Quero saber se és capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro contigo próprio, se podes suportar a acusação da traição e não trair a tua própria alma.

Quero saber se podes ser fiel e consequentemente fidedigno.

Quero saber se consegues reconhecer a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se podes perceber a presença de Deus na tua vida.

Quero saber se podes viver com as falhas, tuas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago, e gritar para o prateado da lua cheia. "Sim"!

Não me importa saber onde moras ou quanto dinheiro tens.

Quero saber se consegues levantar-te depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de ser feito para as crianças.

Não me importa saber quem és, ou como vieste aqui parar.

Quero saber se estarás ao meu lado no centro do fogo sem recuar.

Não me importa saber onde, o quê, ou com quem estudaste.

Quero saber o que sustenta o teu interior, quando tudo o resto desaba.

Quero saber se consegues estar só contigo próprio, e se verdadeiramente gostas da companhia que carregas nos teus momentos vazios.




(Oriah Mountain Dreamer  - um ancião nativo americano)




*  *  *


11 agosto 2017



Mesmo sem saber rezar, podemos exercitar a gratidão.

Há parte de nós que reconhece que mesmo diante das turbulências, ainda há motivos agradecer e reconhecer os presentes diários.

Que minha gratidão seja maior que meu ressentimento diante das adversidades.

Que meu espírito saiba reconhecer os presentes por trás da rotina, e que na correria do dia a dia eu ainda possa me encantar diante dos pequenos gestos.

Que eu esteja grato desde o primeiro espreguiçar da manhã, e que possa entender os desfechos do meu dia com serenidade ao cerrar os olhos.

Que o meu semblante carregue não somente o pesar pelos infortúnios diários, mas que encontre motivos para sorrir ao primeiro vestígio de benevolência e paz.

Que haja fé, apesar das tempestades.
Que haja serenidade, apesar das turbulências.
Que haja gentileza, apesar dos tropeços.

E que permaneça a gratidão, sempre e em todo lugar.

O Universo devolve o que recebe.

E ao demonstrar gratidão, um recado de amorosidade é enviado.

Um reconhecimento pelas colheitas nos campos e em nossas vidas.

Que nenhuma penumbra impeça nosso espírito de se sentir acolhido e abraçado.

Talvez a gratidão seja um sentimento que necessita ser exercitado.

E praticá-lo requer analisar nossa colheita diária buscando algo que possa ser devolvido com carinho ao Universo.

Mesmo um dia puxado, carregado de dúvidas e frustrações tem sua parcela de bênçãos.

E a gente tem que se esforçar para tirar aquela gotinha de gratidão num mar salgado de inquietação.

Esta noite não haverá uma ceia onde nos daremos as mãos e agradeceremos juntos as bênçãos em nossas vidas.

Mas poderemos sim, no silêncio de nosso quarto, lembrar com gratidão o que temos de fato.

O teto sobre nossas cabeças, a saúde que nos possibilita estar de pé, nossas amizades, a oportunidade de estudar ou trabalhar, nossa capacidade de amar, os pequenos trunfos que acontecem diariamente, as conquistas que nos fazem sorrir e enchem nosso peito de alegria.

Nem sempre haverá um circo dentro da gente.

A maioria dos dias não tem banda animada nem soldadinhos marchando alegremente.

Mas ainda assim, é possível agradecer pelo dom de ter um espírito livre, que nos garante uma boa safra no fim do dia.

Dormir em paz, sabendo que nosso rio flui sem grandes desvios, é um milagre.

E milagres têm que ser celebrados. Reconhecidos também.

Que a gente possa reconhecer nossas dádivas, presentes miúdos que garantem a construção de nossa existência.

E que cada dia arrecade a sua porção de fé e gratidão…


Amém.



(Fabíola Simões)


*  *  *


Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2015/11/acao-de-gracas.html







Simples assim...



O caminho de volta


Já estou voltando.

Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo.

Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 

Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 

Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 

No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 

Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 

Menos marca e mais tempo. 

E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 

E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. 

Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 

E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 

No São João, assamos milho na fogueira. 

Aos domingos, converso com os vizinhos. 

Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 

Você provavelmente ainda está indo. 

Não é culpa sua. 

É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 

Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. 

Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.



(Téta Barbosa -  jornalista e publicitária)



*  *  *






05 agosto 2017

O Homem Em Sua Arrogância - Carl Sagan


A ciência moderna tem sido uma viagem ao desconhecido. 
Com uma lição de humildade esperando a cada esquina. 
Nossas ideias do senso comum podem estar erradas. 
Nossas preferências não determinam o que é verdade. 
Se almejamos um propósito cósmico, então que encontremos sozinhos um objetivo digno.

(Carl Sagan)



*  *  *

Simples assim...




Página azul 

No país de minh’alma há um rio sem mágoas,
Um rio cheio de ouro e de tanta harmonia,
Que se cuida escutar no marulhar das águas
Do sussurro de um beijo a doce melodia.
Este rio é o meu sonho, um sonho azul e puro,
Como um canto do Céu, como um braço do Mar;
Loura réstia de sol a rebrilhar no escuro,
Casta luz que cintila em torno de um altar.
De um altar que palpita e que sofre e que sonha,
Soletrando a cantar a linguagem do Amor…
Do altar do Coração, a paisagem risonha
Onde brotam sorrindo as ilusões em flor.
Vem beber, meu amor, neste rio que é fonte,
É fonte de esperanças e lago de quimera…
Vem morar n’um país que não tem horizonte,
Onde não chora o Inverno e só há Primavera.

Auta de Souza


*  *  *