"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

22 janeiro 2015

Código Penal da Vida Futura


Este texto refere-se ao item "Código Penal da Vida Futura" (Capítulo VII da primeira parte do livro), presente em "O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo" - livro de Kardec, pouco conhecido pelos espíritas em geral.

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É um estudo de Kardec, fruto das muitas comunicações e questionamentos sobre a condição dos espíritos após a morte.

Apesar do título, Kardec não situa Deus na condição de juiz e executor, mas de criador da lei do progresso.

No contexto da lei do progresso, as ações dos homens têm consequências óbvias nesta e em outras vidas.

A vida após a morte é uma continuidade da vida presente.

Assim, quem se prende à vida material tem dificuldades em desencarnar. A alma desprende-se do corpo com lentidão, sofre angústias ao desprender-se e pode ficar em estado de perturbação durante um tempo variável (Kardec fala em meses ou anos).

Muitos têm a ilusão de continuar vivos e sofrem as "necessidades, tormentos e perplexidades da vida".

Os criminosos sofrem com a presença das vítimas e das circunstâncias do crime.

Os orgulhosos sofrem vendo os pretensos inferiores em condição melhor que a sua.

Os hipócritas sofrem, vendo seus segredos conhecidos por todos.

Os sensualistas (Kardec os chama de sátiros) se vêem impotentes para realizar seus desejos, que, exaltados, se transformam em tormento.

Os avarentos sofrem ao ver seus bens dissipados pelos herdeiros.

Os egoístas sofrem sozinhos a falta de socorro, uma vez que não socorreram a ninguém, embora sejam dignos, como todos os demais, da ajuda de espíritos superiores. Contudo, não os registram, presos em suas emoções.

Para Kardec, apesar da metáfora de "Código Penal", o sofrimento não é um castigo, mas uma conseqüência dos atos e escolhas do homem.

Ele fará com que os espíritos compreendam que são eles próprios quem podem mudar seus destinos e que suas crenças sobre como viver eram equivocadas.








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