"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

16 setembro 2017


Disse a anciã curandeira da alma:

Não doem as costas, doem as cargas. 
Não doem os olhos, dói a injustiça. 
Não dói a cabeça, doem os pensamentos. 
Não dói a garganta, dói o que não se expressa ou se exprime com raiva.
Não dói o estômago, dói o que a alma não digere. 
Não dói o fígado, dói a raiva contida. 
Não dói o coração, dói o amor. 
E é precisamente ele, o amor mesmo, 
quem contém o mais poderoso remédio. 


- Ada Luz -


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15 setembro 2017



Dizem que cada átomo do nosso corpo 
talvez já tenha sido parte de uma estrela que explodiu...
Talvez eu não esteja partindo. 
Talvez apenas esteja voltando para casa.


- Gattaca -



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Espiritualidade - Maitê Proença


Eu acredito em Deus. 

Acredito pra caramba!

Meus pais eram ateus convictos, do tipo que acha ingênuo quem crê no que a lógica não explica.

Mesmo assim aos 5 anos, por praticidade, me enfiaram numa escola de freiras onde vivi meus primeiros conflitos, digamos, existenciais.

Falava-se em pecado o tempo todo e eu passei a andar obcecada pelo chão tentando não matar formigas, já que matar era pecado e eu não podia imaginar nada tão mortífero quanto meu próprio pé, ou tão matável quando aquelas criaturas em quem até então eu só havia pensado para esmagá-las se me picassem.

Além disso o mundo ia fazer primeira comunhão e lá em casa ninguém falava no assunto.

Quando perguntei a minha mão se Deus existia, ela disse: "É igual papai-noel, existe pra quem acredita nele".

Ela sabia que eu já não acreditava.

Por fim, não deu certo a experiência com as freiras, me trocaram de escola e por uns bons anos fiquei livre daquelas questões.

Aí minha mãe morreu, meu pai pirou e eu fui parar num pensionato pra filhos de missionários americanos e luteranos.

Ali, rezava-se pra acordar, pra dormir, pra comer e pra louvar ao final de cada dia com cânticos espirituais.

As coisas eram certas ou muito erradas e não havia meio-termo.

O bom senso não servia pra nada e o que valia era a palavra de Deus segundo a interpretação que aquela gente fazia da Bíblia.

Bom, eu vinha de uma casa onde as pessoas filosofavam a vida e onde o pensamento era a maior diversão, então demorou um pouco pra eu conseguir aceitar o maniqueísmo que ditava as regras de minha nova moradia.

Mas o mar não estava pra peixe, e aquela gente religiosa tinha o coração puro e bom.

Eles tinham amor pra dar e eu uma cratera de carências pra preencher.

Nessa união justa, Deus entrou na minha vida pela primeira vez.

Entrou, claro, pela vala do amor e me encheu de conforto.

A cabeça viciada na lógica pensava: "Se eu nunca tivesse visto a cor azul não saberia imaginá-la, então se Deus não existisse, a imaginação do homem não o teria concebido."

Assim, li a Bíblia toda, o velho e o novo, e de resto sintonizei no amor divino e deixei rolar.

A primeira vez que me aconteceu uma experiência transcendental eu tinha 14 anos.

Estava deitada no chão, à toa, e sem mais nem menos meu espírito se descolou do meu corpo.

Não, eu não tinha fumado nada e também não estava em estado elevado de consciência, rezando ou coisa assim. 

Estava ali de bobeira mesmo, quando uma sensação de sublime leveza me arrebatou pra fora do corpo deitado, que meu outro ser, suspenso, passou a observar.

Eu ia subindo acompanhada por seres cuja forma eu não via, mas sentia, e o chão, o campo, o quarteirão, minha cidade foram se mostrando cada vez mais distantes e sem cor.

Tudo parecia preto e branco.

Então o mundo com meu corpo ali era cinza e sem graça, mas dentro do meu ser etéreo e cada vez mais distante havia uma festa de soberana harmonia.

Eu era dona de uma paz magnífica!

Não sei dizer por quanto tempo meu espírito ficou em êxtase, pode ter durado 30 minutos ou uma hora, mas guardo até hoje a sensação e acho que por causa dela não tenho medo da morte.

Naquela época fiquei uns três anos envolvida com coisas de Deus, e aí, não sei bem por que, larguei mão por um tempo.

Mas não totalmente.

Sempre viajei muito e em cada cultura buscava os locais e templos sagrados. Na maioria, independentemente da corrente religiosa, senti a presença de Deus.

Às vezes, quando era muito forte, passava horas tentando sintonizar a forma de louvor local, para então me abastecer de luz.

Aliás, Ele não liga, sabe, se a gente quer chamá-lo de Buda, Iemanjá, Maomé ou Jesus.

Ele não liga nem se a gente deixar de chamá-lo por um tempo.

Ele é dono do infinito e não tem pressa.

Mas então retomando, há 15 anos voltei a ter uma prática religiosa diária e pessoal, hoje devotada à face feminina de Deus, sendo Nossa Senhora o ponto alto de meu altar.

De lá pra cá os fenômenos foram muitos.

Não vou descrevê-los porque você vai achar que eu estou doidinha. 

Mas o fato é que na minha vida essas coisas acontecem.

Se não ocorrer o mesmo com você, amigo, não quer dizer que eu tenha um botão a menos, apenas que me abri para uma experiência a mais.

E tem mais uma coisa, que é o seguinte: eu acredito que o Senna, nosso ídolo, viu mesmo Deus naquela curva em Mônaco (*). Ele estava num estado especial de concentração e aconteceu. Não tinha por que se expor ao ridículo, dando a cara a bater para um bando de céticos, se não houvesse de fato visto o que viu. Você não viu, mas ele viu, oras.

Copérnico afirmou que a Terra era redonda e girava em torno do Sol.

Foi chamado de maluco, hoje sabemos que não era.

O Dhomini diz que ganhou o Big Brother porque estava com seu ponto firmado na oração de otimismo que recebeu de seu mestre.

Tereza D´Ávilla em êxtase levitava contra a própria vontade, tamanha a força de seu louvor, e na Índia, onde não se questiona o sagrado, essas coisas são corriqueiras.

Elas acontecem.

Acontecem na pausa.

Acontecem na hora do silêncio, entre uma respiração e outra.

Acontecem simplesmente.

Talvez estejam pra acontecer pra você.

Sshhhhh...


(Maitê Proença – atriz)


(Texto publicado na Revista Época, número 286 - 10 de novembro de 2003 – Ed. Globo)


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(*) Aírton Sena declarou numa entrevista para a revista Playboy (em 1990) que havia experimentado uma experiência fora do corpo no Japão, dentro do carro, momentos antes do início de uma prova. Nessa experiência rápida, ele narrou que viu Jesus. Daí em diante ele assumiu a condição ostensiva de cristão convicto.





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Michael Buble - Feeling Good


01 setembro 2017

O outro lado do Pai Nosso


Meu filho
que estás na Terra,
preocupado, solitário, desorientado.

Eu conheço perfeitamente teu nome,
e o pronuncio, santificando-o, porque te amo,
Não, não estás só, mas habitado por mim,
e juntos construiremos este Reino,
do qual tu és herdeiro.

Gosto que faças minha vontade,
porque minha vontade é que tu sejas feliz.

Conta sempre comigo e terás o pão para hoje.
Não te preocupes.
Só te peço que saibas compartilhá-lo com teus irmãos.

Sabes que em Cristo perdoei todas as tuas ofensas
antes mesmo que as cometesse,
e continuo a perdoar-te sempre que me pedes;
por isso te peço que faças o mesmo com os que te ofendem.

Para que nunca caias na tentação,
toma forte a minha mão e eu te livrarei do mal.

Te amo sempre.
Teu Pai.




(autor desconhecido)





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Apenas humano?



Quantas vezes você já ouviu a frase: "Você é apenas humano"... 

Quantas vezes você e outros minimizaram sua existência nessa frase? 

Quanto tempo você se colocou na mesma categoria com sete bilhões de outras vidas em seu plano terrestre?

Lembre-se, meu amado; você não é apenas humano. 

Você é o Amor Encarnado, você é um belo presente do Universo para o seu planeta, você é uma alma única, maravilhosa, valente e corajosa que escolheu "juntar-se à batalha" para mudar seu mundo e torná-lo um lugar melhor.

Você está distante de ser apenas humano. 

Você é tudo!


(por Jennifer Farley/tradução Vilma Capuano)





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27 agosto 2017

Why - Annie Lennox



Não conte os dias...viva-os.


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Os Trabalhadores da Luz – Quem são eles?


Os Trabalhadores da Luz são almas que possuem o forte desejo interior de difundir Luz (conhecimento, liberdade e amor) sobre a Terra.

Eles sentem isso como sua missão. São freqüentemente atraídos para a espiritualidade e para algum tipo de trabalho terapêutico.

Devido ao seu profundo sentimento de missão, os Trabalhadores da Luz sentem-se diferentes de outras pessoas.

Ao experimentarem diferentes tipos de obstáculos em seus caminhos, a vida os estimula a encontrar seu caminho próprio, único.

Os Trabalhadores da Luz quase sempre são indivíduos solitários que não se adaptam às estruturas sociais estabelecidas.

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A expressão “Trabalhador da Luz” pode provocar mal-entendidos, já que diferencia um grupo particular de almas, do resto.

Além disso, pode parecer sugerir que este grupo particular é de algum modo, superior aos outros, por exemplo, àqueles “não Trabalhadores da Luz”. 

Toda esta linha de pensamento está em desacordo com a própria natureza e objetivo do trabalho da Luz.

Permitam-nos expor brevemente o que há de errado nisso.

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Primeiro: pretensões de superioridade geralmente não são iluminadas. Elas bloqueiam seu crescimento em direção a uma consciência livre e amorosa.

Segundo: os Trabalhadores da Luz não são “melhores” nem “superiores” a ninguém. Eles simplesmente têm uma história diferente daquela dos que não pertencem a este grupo. 
Graças a esta história peculiar, que discutiremos mais adiante, eles têm certas características psicológicas que os distinguem como um grupo.

Terceiro: toda alma chega a ser um Trabalhador da Luz em determinada etapa do seu desenvolvimento. Portanto, a qualificação “Trabalhador da Luz” não está reservada para um número limitado de almas.

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A razão pela qual se utiliza o termo “Trabalhador da Luz” – apesar dos possíveis mal-entendidos – é porque ela traz associações e agita memórias dentro do peito para ajudar a recordar de sua verdadeira essência.

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Os Trabalhadores da Luz trazem consigo a habilidade de alcançar o despertar espiritual mais rapidamente que outras pessoas.

Eles carregam sementes internas para um rápido despertar espiritual.

Por causa disso, parecem estar numa via mais rápida que a maioria das pessoas, se assim escolhem.

Mais uma vez, isto não acontece porque os Trabalhadores da Luz sejam de algum modo almas “melhores” ou “superiores”. 

No entanto, eles são mais velhos que a maioria das almas encarnadas na Terra atualmente.

Esta idade “mais velha” deve ser entendida, de preferência, em termos de “experiência”, mais que de “tempo”.

Alcançaram um estágio particular de iluminação, antes de encarnarem na Terra e começarem sua missão.

Eles escolheram conscientemente envolver-se na “roda cármica da vida” e experimentar todas as formas de confusão e ilusão que fazem parte dela.

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Fizeram isto para compreender completamente “a experiência da Terra”.
Isto lhes permitirá cumprir sua missão. 
Só passando, eles mesmos, por todos os estágios de ignorância e ilusão, é que eles possuirão finalmente as ferramentas para ajudar os outros a alcançar um estado de verdadeira felicidade e iluminação.

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Mas, por que os Trabalhadores da Luz perseguem esta missão sincera de ajudar a humanidade, mesmo correndo o risco de se perderem, durante eras, na densidade e confusão da vida terrestre?

Eles presenciaram a véspera do nascimento da humanidade na Terra.
Eles fizeram parte da criação do homem. Foram co-criadores da humanidade.
Durante o processo de criação, eles fizeram escolhas e agiram de forma que mais tarde vieram a lhes causar um profundo arrependimento.
Vieram muitas vezes a Terra. São almas antigas, e embora muitas hoje sejam jovens, são dotados de muita sabedoria e decidiram retornar aqui e agora para reparar suas decisões anteriores e auxiliarem suas famílias espirituais e a humanidade em sua ascensão.

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As principais características psicológicas dos trabalhadores da luz são:

1 – Desde cedo em suas vidas, eles sentem que são diferentes. Quase sempre, sentem-se isolados dos outros, solitários e incompreendidos. Frequentemente tornam-se individualistas e têm que encontrar seus próprios caminhos na vida;

2 – Têm dificuldade para se sentir à vontade em empregos tradicionais e/ou em estruturas burocratas. Os Trabalhadores da Luz são naturalmente anti-autoritários, o que significa que resistem naturalmente às decisões ou valores baseados somente em poder ou hierarquia.
Este traço de antiautoritarismo está presente mesmo entre os que parecem tímidos e envergonhados. Ele está relacionado com a própria essência da missão deles aqui na Terra;

3 – Os Trabalhadores da Luz sentem-se atraídos para ajudar as pessoas, e muitos escolhem serem nesta vida terapeutas, professores, treinadores, etc. Podem ser psicólogos, curadores, professores, enfermeiros, coachees, etc.
Mesmo que a sua profissão não esteja diretamente relacionada com ajudar pessoas, sua intenção de contribuir para o bem-estar da humanidade está claramente presente. Sempre estarão envolvidos em promover o bem-estar coletivamente;

4 – Sua visão da vida é multicor em um sentido espiritualizado, de como todas as coisas estão relacionadas umas com as outras. Entende que tudo está em conexão. Consciente ou inconscientemente, eles levam dentro de si memórias de esferas de luz mais elevadas. Podem, ocasionalmente, sentir saudades dessas esferas de luz e sentir-se como um estranho na Terra;

5 – Honram e respeitam profundamente a vida, o que frequentemente se manifesta como afeição pelos animais e preocupação com o meio ambiente. A destruição de partes do reino animal ou vegetal na Terra pela ação do homem evoca neles profundo sentimento de perda e aflição;

6 – São bondosos, sensíveis e empáticos. Podem sentir-se incômodos ao se defrontarem com um comportamento agressivo e geralmente têm dificuldade para se defender.
Podem ser sonhadores, ingênuos ou profundamente idealistas, assim como insuficientemente “enraizados”, isto é, não ter os pés na terra.
Como eles têm facilidade para captar sentimentos e humores (negativos) das pessoas que os rodeiam, é importante que possam, regularmente, passar algum tempo a sós. Isto lhes permite distinguir entre seus próprios sentimentos e os das outras pessoas. Necessitam de momentos de solidão para recuperar a própria base e estar em contato com a mãe Terra.

7 – Viveram muitas vidas na Terra, nas quais estiveram profundamente envolvidos com a espiritualidade e/ou religião.
Estiveram presentes, em grande número, nas velhas ordens religiosas do seu passado, como monges, monjas, ermitães, psíquicos, bruxas, xamãs, sacerdotes, sacerdotisas, etc.
Foram os que construíram uma ponte entre o visível e o invisível, entre o contexto diário da vida terrestre e os reinos misteriosos de pós-vida, de Deus e dos espíritos do bem e do mal.
Por desempenharem este papel, muitas vezes eles foram renegados e perseguidos.
Muitos foram sentenciados à fogueira devido aos dons que possuíam.
Os traumas das perseguições deixaram profundas marcas na memória de suas almas.
Isso pode manifestar-se atualmente como medo de estar completamente enraizado, isto é, medo de estar realmente presente, porque vocês se lembram de terem sido brutalmente atacados por serem quem eram. Medo bloqueia as potencialidades, as habilidades e dons inatos.

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Um dos fatores que bloqueiam o caminho da iluminação para os Trabalhadores da Luz é o fato de terem uma pesada carga cármica, que pode levá-los a se extraviarem por bastante tempo.

Como afirmamos anteriormente, esta carga cármica está relacionada com decisões que eles tomaram com relação à humanidade em suas etapas iniciais.
Foram decisões essencialmente desrespeitosas para com a vida.

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Todos os Trabalhadores da Luz que vivem agora desejam corrigir alguns de seus erros passados e recuperar e cuidar do que foi destruído por causa disso.

Quando os Trabalhadores da Luz completarem seu caminho através da carga cármica, isto é, quando liberarem todo tipo de necessidade de poder, compreenderão que são essencialmente seres de luz.

Isso permitirá ajudar outras pessoas a acharem seu próprio caminho.

Mas primeiro eles mesmos têm que passar por esse processo, o que geralmente exige grande determinação e perseverança no nível interno.

Devido aos valores e julgamentos incutidos pela sociedade, os quais vão contra os impulsos naturais, muitos Trabalhadores da Luz se perderam, terminando em estados de desconfiança de si mesmos, autonegação e, inclusive, depressão e desesperança.

Isto porque eles não conseguem se adaptar à ordem estabelecida e concluem que deve haver algo de terrivelmente errado com eles.

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O que os Trabalhadores da Luz têm que fazer, neste ponto, é deixar de procurar valorização externa e realmente acreditar em si mesmo e verdadeiramente honrar suas inclinações naturais e seu conhecimento interior, e agir de acordo com sua vontade.

Acreditar na própria potencialidade é abrir as portas para uma vida com verdadeiro propósito e mais felicidade.



(Cynthia Miranda Martins)










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26 agosto 2017

A terceira inteligência



No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. 

Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o indivíduo ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções.

A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. 

Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.


Inteligência espiritual - Dra. Dana Zohar – Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana, Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.

Afirma a física Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, coautor do livro, e com dois filhos adolescentes.

Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na Universidade inglesa de Oxford.

É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português.

QS – Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).

Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à EXAME em Porto Alegre, durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:




O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.

O QS (o quociente espiritual) aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.

É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.


De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Isso dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual.

Outro tipo de organização permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, emoções, reconhecedor de padrões. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento.

Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.


Qual a diferença entre QE (quociente emocional) e QS (quociente espiritual)?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. 
A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação.

Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções.

Enquanto que a Inteligência Espiritual fala da alma.

O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.


Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.

Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
2. São levadas por valores. São idealistas.
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão.


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20 agosto 2017



O que foi dito para rosa e que a fez abrir-se,
Foi dito a mim aqui no meu peito.

O que foi dito para o pinheiro que o fez forte e alto,
O que foi sussurrado para o jasmim, para ele ser o que é,
O que quer que tenha feito a cana de açúcar doce,
O que quer que tenha sido dito para os habitantes da cidade
De Chigil no Turquistão, que os fez tão lindos,
O que quer que faça a flor da romã ficar corada como uma face humana,
Foi dito para mim agora, e eu fico corado.
O que quer que ponha eloquência na linguagem, isso está acontecendo aqui.

As grandes portas do armazém se abrem
E eu sinto gratidão,
Mastigando um pedaço de cana de açúcar e
Apaixonado por Aquele a quem tudo isso pertence.

(Rumi)



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19 agosto 2017

14 agosto 2017


Somos condutores de energia.
Se desejamos o bem, o bem vem.
Se espalhamos amor, o amor fica.
Se sorrimos, sorrisos recebemos.
Pode demorar.
Pode não ser para sempre.
Mas se tem uma coisa que a vida faz é ser grata, desde que sejamos com ela.
Se tem uma coisa que o Universo faz é ser justo, desde que sejamos com o próximo.
As coisas acontecem.
A bondade existe.
O amor vence.
E toda positividade precisa circular.
Espalhe.


( autor desconhecido)



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Dica de vídeo: Como a Medicina da Doença funciona


Brilhante texto do médico Dr. Carlos Bayma, 
apresentado no vídeo por Silvio Matos.
Triste e totalmente verdadeiro.
Vale a pena conferir.



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13 agosto 2017

O Convite



Não me importa o que fazes para sobreviver.

Quero saber qual a tua dor e se tens coragem de encontrar o que o teu coração anseia.

Não me importa saber a tua idade.

Quero saber se arriscarias parecer um louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me importa saber que planetas estão quadrando a tua lua.

Quero saber se tocaste o âmago da tua tristeza, se aprendeste com as traições da vida, ou se te omitiste por medo de sofrer.

Quero saber se consegues sentar-te com dores, minhas ou tuas, sem te mexeres para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.

Quero saber se podes conviver com a alegria, minha ou tua, se és capaz de dançar com selvageria e deixar o êxtase preencher-te até o limite, sem lembrares as tuas limitações de ser humano.

Não me importa se a história que me contas é verdadeira.

Quero saber se és capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro contigo próprio, se podes suportar a acusação da traição e não trair a tua própria alma.

Quero saber se podes ser fiel e consequentemente fidedigno.

Quero saber se consegues reconhecer a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se podes perceber a presença de Deus na tua vida.

Quero saber se podes viver com as falhas, tuas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago, e gritar para o prateado da lua cheia. "Sim"!

Não me importa saber onde moras ou quanto dinheiro tens.

Quero saber se consegues levantar-te depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de ser feito para as crianças.

Não me importa saber quem és, ou como vieste aqui parar.

Quero saber se estarás ao meu lado no centro do fogo sem recuar.

Não me importa saber onde, o quê, ou com quem estudaste.

Quero saber o que sustenta o teu interior, quando tudo o resto desaba.

Quero saber se consegues estar só contigo próprio, e se verdadeiramente gostas da companhia que carregas nos teus momentos vazios.




(Oriah Mountain Dreamer  - um ancião nativo americano)




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11 agosto 2017



Mesmo sem saber rezar, podemos exercitar a gratidão.

Há parte de nós que reconhece que mesmo diante das turbulências, ainda há motivos agradecer e reconhecer os presentes diários.

Que minha gratidão seja maior que meu ressentimento diante das adversidades.

Que meu espírito saiba reconhecer os presentes por trás da rotina, e que na correria do dia a dia eu ainda possa me encantar diante dos pequenos gestos.

Que eu esteja grato desde o primeiro espreguiçar da manhã, e que possa entender os desfechos do meu dia com serenidade ao cerrar os olhos.

Que o meu semblante carregue não somente o pesar pelos infortúnios diários, mas que encontre motivos para sorrir ao primeiro vestígio de benevolência e paz.

Que haja fé, apesar das tempestades.
Que haja serenidade, apesar das turbulências.
Que haja gentileza, apesar dos tropeços.

E que permaneça a gratidão, sempre e em todo lugar.

O Universo devolve o que recebe.

E ao demonstrar gratidão, um recado de amorosidade é enviado.

Um reconhecimento pelas colheitas nos campos e em nossas vidas.

Que nenhuma penumbra impeça nosso espírito de se sentir acolhido e abraçado.

Talvez a gratidão seja um sentimento que necessita ser exercitado.

E praticá-lo requer analisar nossa colheita diária buscando algo que possa ser devolvido com carinho ao Universo.

Mesmo um dia puxado, carregado de dúvidas e frustrações tem sua parcela de bênçãos.

E a gente tem que se esforçar para tirar aquela gotinha de gratidão num mar salgado de inquietação.

Esta noite não haverá uma ceia onde nos daremos as mãos e agradeceremos juntos as bênçãos em nossas vidas.

Mas poderemos sim, no silêncio de nosso quarto, lembrar com gratidão o que temos de fato.

O teto sobre nossas cabeças, a saúde que nos possibilita estar de pé, nossas amizades, a oportunidade de estudar ou trabalhar, nossa capacidade de amar, os pequenos trunfos que acontecem diariamente, as conquistas que nos fazem sorrir e enchem nosso peito de alegria.

Nem sempre haverá um circo dentro da gente.

A maioria dos dias não tem banda animada nem soldadinhos marchando alegremente.

Mas ainda assim, é possível agradecer pelo dom de ter um espírito livre, que nos garante uma boa safra no fim do dia.

Dormir em paz, sabendo que nosso rio flui sem grandes desvios, é um milagre.

E milagres têm que ser celebrados. Reconhecidos também.

Que a gente possa reconhecer nossas dádivas, presentes miúdos que garantem a construção de nossa existência.

E que cada dia arrecade a sua porção de fé e gratidão…


Amém.



(Fabíola Simões)


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Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2015/11/acao-de-gracas.html







Simples assim...



O caminho de volta


Já estou voltando.

Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo.

Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 

Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 

Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 

No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 

Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 

Menos marca e mais tempo. 

E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 

E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. 

Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 

E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 

No São João, assamos milho na fogueira. 

Aos domingos, converso com os vizinhos. 

Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 

Você provavelmente ainda está indo. 

Não é culpa sua. 

É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 

Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. 

Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.



(Téta Barbosa -  jornalista e publicitária)



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